Trump se declara acima da lei: " Não preciso do Direito Internacional"

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump, após a invasão ao território da Venezuela e captura do presidente eleito Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores se apresenta como novo imperador do Ocidente.

Trump afirmou que está vinculado apenas à sua “própria moralidade”, que não precisa seguir o direito internacional e que se guia unicamente pelo que descreveu como sua própria moralidade.

Em entrevista ao The New York Times na quarta-feira, o presidente dos EUA deixou claro que não se conterá no exercício de seus poderes como comandante-em-chefe.  

“Minha própria moralidade. Minha própria mente. É a única coisa que pode me deter. Não preciso de direito internacional”, afirmou ele.

Trump sobre o direito internacional

Ao ser questionado se realmente acreditava que não precisava seguir as normas globais, Trump pareceu suavizar um pouco sua posição. 

No entanto, logo em seguida acrescentou que tudo "depende da sua definição de direito internacional", sugerindo que a palavra final sobre sua aplicabilidade aos Estados Unidos caberia em última instância exclusivamente a ele.

Trump suspende convênio com centenas de ONGs

Na quinta-feira, Trump assinou um memorando suspendendo o apoio a um total de 66 organizações, agências e comissões internacionais, incluindo vários órgãos da ONU, que, segundo ele, "operam contrariamente aos interesses nacionais, à segurança, à prosperidade econômica ou à soberania dos EUA".

Trump mira a Groenlândia

Nos últimos dias, Trump e vários membros de sua administração também repetiram que os EUA tomariam posse do território autônomo da Groenlândia, pertencente à Dinamarca, de uma forma ou de outra.

Em declarações à CNN na segunda-feira, o chefe de gabinete adjunto de Trump para assuntos políticos, Stephen Miller, reiterou que a "posição formal" de Washington é que "os EUA devem ter a Groenlândia como parte do seu aparato de segurança global".

O fim da OTAN?

No mesmo dia, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou acreditar que “o presidente dos EUA deve ser levado a sério quando diz que quer a Groenlândia”. 

Ela alertou que se os EUA atacassem militarmente outro país da OTAN, tudo pararia – inclusive a própria OTAN”.

União Europeia apoia Dinamarca contra Trump

No início desta semana, um grupo de vários líderes da União Europeia, juntamente com o Reino Unido, emitiu uma declaração conjunta  defendendo o estatuto da Groenlândia como parte do Reino da Dinamarca.

Documento da UE contra pretensões de Trump

 

Tradução:

 

A segurança no Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica.

A OTAN deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade, e os Aliados europeus estão a reforçar a sua presença, atividades e investimentos para manter a segurança do Ártico e dissuadir adversários.

O Reino da Dinamarca – incluindo a Groenlândia – faz parte da OTAN.

A segurança no Ártico deve, portanto, ser alcançada de forma coletiva, em articulação com os aliados da OTAN, incluindo os Estados Unidos, respeitando os princípios da Carta das Nações Unidas, nomeadamente a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Estes são princípios universais e não deixaremos de os defender.

Os Estados Unidos são um parceiro essencial neste esforço, enquanto aliado da OTAN e através do acordo de defesa entre o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos de 1951.

A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e apenas a elas, decidir sobre questões relativas à Dinamarca e à Groenlândia.

 

 

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Jornal Nacional diz que Venezuela impede trabalho de jornalistas. O motivo é inacreditável

O Jornal Nacional acusa há dois dias seguidos a Venezuela de impedir o trabalho de jornalistas estrangeiros no país para acompanhar o que acontece na Venezuela após o ataque das Forças Armadas dos Estados Unidos na madrugada do último dia 3, quando houve o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores e a morte de ao menos cem pessoas até o momento, segundo o governo venezuelano. 

A repórter Carolina Cimenti, deslocada pela Globo de Nova Iorque para a fronteira da Colômbia com a Venezuela, entrevista jornalistas estrangeiros que tentam trabalhar no país, sem sucesso.

Segundo a repórter, na segunda-feira 14 jornalistas teriam sido presos em Caracas pelas autoridades  venezuelanas. Mais tarde, todos foram liberados, menos um, que teria sido deportado. Segundo a reportagem, o sindicato afirmou que os profissionais tiveram seus equipamentos, celulares, redes sociais e histórico de mensagens inspecionados pela polícia venezuelana.

Jornal Nacional e a "cabeça" de Tralli

Na edição de ontem do Jornal Nacional o apresentador César Tralli começou a reportagem sobre a Venezuela assim: 

"Desde a captura de Nicolás Maduro, a ditadura chavista intensificou a repressão impedindo o trabalho de jornalistas estrangeiros."

Em primeiro lugar, não é "captura" a palavra que define o que ocorreu na madrugada do dia 3 em Caracas. Houve, sim, o sequestro do presidente eleito da República Bolivariana da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa se Cilia Flores. 

Em segundo lugar não há uma ditadura chavista, o que há é um regime de democracia popular, com ampla participação do povo venezuelano, dividido em comunas, como pode ser conferido nesta entrevista do presidente Nicolás Maduro ao jornalista Ignácio Ramonet, horas antes de ser sequestrado pelo exército dos Estados Unidos sobre as ordens de Donald Trump.

A reportagem de Carolina Cimenti prosseguiu afirmando que jornalistas estavam sendo impedidos de trabalhar na Venezuela. Segundo ela a Venezuela vem despencando no índice de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras. Afirma ainda que em 2010 o presidente Hugo Chávez chegou a prender o dono de um canal de TV crítico ao governo.

Jornal Nacional não conta por que dono do canal de TV foi preso

O nome dele é de Guillermo Zuloaga, e ele foi preso no Aeroporto de Falcon, no norte da Venezuela, em 25 de março de 2010 quando pretendia fugir do país para não responder a um processo em que era acusado de ter feito declarações falsas contra o presidente Chávez. 

"Este cidadão afirmou que o presidente da República ordenou os disparos contra a manifestação (...) isso é uma informação absolutamente falsa", afirmou à BBC Brasil o deputado Manuel Villaba, presidente da comissão de Meios de Comunicação no Congresso.

"Os tribunais do nosso país já estabeleceram quem são os responsáveis por esses assassinatos e eles estão detidos", acrescentou.

Villalba disse que Zuloaga não pode utilizar "a condição de dono de meio de comunicação" para se eximir das responsabilidades previstas no Código Penal venezuelano.

Jornal Nacional e o motivo inacreditável

Mas o que é inacreditável nas duas reportagens do Jornal Nacional é o motivo pelo qual os jornalistas reportados não conseguem realizar seu trabalho na Venezuela. Aliás, eles não conseguem nem entrar na Venezuela simplesmente porque não têm visto de trabalho para isso. 

No Brasil, é obrigatório visto de trabalho de estrangeiro para exercer a profissão de jornalista por aqui. O mesmo acontece nos Estados Unidos, onde trabalha a jornalista Carolina Cimenti. Ou por acaso ela não tem visto de entrada nos Estados Unidos e de trabalho? 

Jornalistas estrangeiros chegam à Fronteira da Colômbia com a Venezuela e querem entrar sem documento, sem o visto de trabalho da República Bolivariana da Venezuela. 

Jornal Nacional e o tratamento distinto a Israel

Esta mesma distinção o mesmo Jornal Nacional nunca fez a respeito de Israel. Este país, sim, proibiu a entrada de jornalistas, e não apenas estrangeiros, em Gaza, mas inclusive jornalistas israelenses. 

Israel proibiu qualquer jornalista de entrar em Gaza, a não ser tutelado pelas Forças Armadas de Israel.

Além disso, Israel cometeu a maior matança de jornalistas de todas as guerras, como mostra este gráfico. 

 


 

Isto o Jornal Nacional não mostra.

 

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Parem as máquinas! Bolsonaro pede para ler na prisão para reduzir pena

O ex-presidente Bolsonaro surpreende não apenas o Brasil, mas talvez o mundo, com uma decisão radical: o ex-presidente, condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes pediu aos seus advogados que solicitasse ao STF sua inclusão no programa de leitura na prisão para reduzir o tempo de pena. A informação é do Jornal Valor Econômico. 

"O requerente se encontra em cumprimento de pena no âmbito da presente execução penal e manifesta sua vontade de aderir formalmente às atividades de leitura regulamentadas pelo Conselho Nacional de Justiça, com o objetivo de desenvolver atividades educativas e culturais compatíveis com a finalidade ressocializadora da pena", escreveram os advogados.

Bolsonaro e o Programa de Remição de Pena

A leitura tem de ser de qualquer livro de literatura emprestado da biblioteca da unidade prisional. Depois o preso tem que apresentar um Relatório de Leitura que será remetido à Vara de Execuções Penais (VEP) ou Comissão de Validação instituída pela VEP.

Cada obra lida, após o reconhecimento da Justiça, reduzirá em quatro dias a pena da pessoa presa.com o limite de 12 livros lidos por ano. 

Em respeito à Lei 13696/2018, que instituiu a Política Nacional de Leitura e Escrita, ficam vedadas a censura, a existência de lista prévia de títulos para fins de remição e a aplicação de provas. A Resolução também propõe que sejam adotadas estratégias para reconhecimento da leitura por pessoas com deficiência, analfabetas ou com defasagem de letramento. [CNJ]

Bolsonaro e os livros

A decisão de Bolsonaro surpreende, porque em 2020, quando anunciou como seriam os livros didáticos em seu governo, a partir de 2021, ele criticou o que seria "excesso de palavras" nos livros.

"Os livros hoje em dia, como regra, é um montão, um amontoado... Muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo", afirmou Bolsonaro pela manhã em frente ao Palácio da Alvorada. [UOL]
Será que teremos bolsonaristas reclamando nas redes, pedindo que sejam permitidos caça-palavras para Bolsonaro e reclamando de ditadura caso não sejam atendidos?

Bolsonaro bateu com a cabeça numa queda na cela

O ex-presidente teria sofrido uma queda de sua cama na cela da Polícia Federal, onde cumpre pena.

Os agentes acionaram o atendimento e relataram que Bolsonaro apresentava tontura, soluços intensos e pequenas lesões no rosto e no pé. A avaliação inicial indicou que ele estava consciente, orientado, estável e sem sinais imediatos de déficit neurológico, mas levou em consideração o histórico recente de cirurgias, uso de medicamentos de ação no sistema nervoso central e anticoagulantes.

Diante do quadro, a defesa apresentou laudo de médico particular apontando a necessidade urgente de exames complementares, sendo eles: tomografia e ressonância magnética do crânio, além de eletroencefalograma.

Ao autorizar o deslocamento, o ministro Alexandre de Moraes determinou que todo o transporte, vigilância e retorno do custodiado fiquem sob responsabilidade da PF, com escolta discreta e entrada restrita pelas garagens do hospital. A PF também deverá manter vigilância permanente durante os exames e comunicar previamente a direção da unidade hospitalar sobre os procedimentos.

Michelle e as "respostas lentas" de Bolsonaro

Em entrevista à imprensa na noite desta terça-feira (7), após visitar seu marido, Jair Bolsonaro, na superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília,  a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou:

“Eu vi que ele estava com esse hematoma no rosto, pé sangrando, estava um pouco lento nas respostas. Tentei conversar, mas ele não lembrava de nada. Ele disse que sabe que caiu, mas não lembra, não sabe quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou. A gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado, se ele teve algum trauma, se ele teve algum dano neurológico, essa e nossa preocupação, se tem algum coágulo. Ele já tem 70 anos de idade, tem comorbidades, tá tendo todos os seus direitos violados. Então, assim, é bem difícil, bem preocupante”, declarou Michelle.

Será que a queda da cama alterou o “mito”?

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Como Sóstenes está fugindo da explicação sobre os R$ 470 mil

O "Xis da Questão": Sóstenes fala de tudo, menos do dinheiro

Passou o Natal, virou o ano, mas o deputado Sóstenes Cavalcante até hoje não explicou a origem dos R$ 470 mil descobertos pela Polícia Federal em seu apartamento em Brasília,escondido num saco de lixo dentro do armário.

Não é que ele esteja sumido Não, o deputado Sóstenes é ativo na rede X, onde bate ponto quase diariamente, às vezes mais de uma vez por dia. Mas sem apresentar justificativa alguma sobre o dinheiro muito vivo.  Recebeu de quem? Se foi pela venda de uma casa, cadê o recibo, a escritura, o comprovante?

Nada, Sóstenes usa a rede X para abafar o xis da questão e atua como um sommelier de postagens alheias, comentando o caso Master, a advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, o sequestro do presidente da República Bolivariana de Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa. Até a loteria bilionária de final de ano. Mas, sobre a origem legal do dinheiro, nada.

A operação da PF no flat de Sóstenes

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (19) uma nova fase de investigação sobre um esquema de desvio de recursos públicos provenientes da cota parlamentar. A operação é um desdobramento da Operação Rent a Car, iniciada em dezembro de 2024.

Em um endereço ligado a Sóstenes, que é líder do PL na Câmara dos Deputados, a PF apreendeu cerca de R$ 470 mil em espécie.

De acordo com apuração da TV Globo, os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) são alvos de mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça.

Segundo os investigadores, o esquema envolvia o uso de contratos falsos com locadoras de veículos para justificar despesas inexistentes, permitindo o desvio de verbas públicas e a posterior lavagem de dinheiro.

No dia da apreensão, o deputado deu uma coletiva em que mais gaguejava que falava, afirmando que não tinha nada a temer e tudo seria explicado.

Sóstenes usa documento aparentemente falso como defesa

Na véspera de Natal, cinco dias após a apreensão dos R$ 470 mil, o deputado voltou à rede X com um vídeo onde apresentou a escritura de compra de uma casa e a declaração ao Imposto de Renda.

Dois problemas:

  1. As pessoas não queriam saber da compra da casa pelo deputado, mas da escritura de venda, que justificaria o dinheiro encontrado em seu flat;
  2. O documento que ele apresenta sobre a comunicação à Receita, aparentemente foi manipulado, pois a palavra SIGILO está cortada denunciando que a parte superior do documento foi colada nele por montagem.

Confira:

Por que deputado Sóstenes, você não prova de uma vez a origem legal dos R$ 470 mil, se diz não ter nada a temer?

Está tão difícil assim achar o comprador e a escritura que comprove a venda? 

Pega mal um pastor, líder do maior partido em número de deputados na Câmara, ficar fingindo que seu Titanic não está afundando.


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Nando Motta e a solução do problema de Jair Bolsonaro na cela da PF



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"Mão na m...": Wagner Moura conta cena bizarra que gravava ao ganhar Cannes

O ator Wagner Moura finalmente decidiu revelar a cena insólita que fazia quando soube que havia recebido o Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Cannes 2025.

O ator não pôde comparecer ao Festival no dia do anúncio das premiações, 5 de julho, porque se encontrava em Londres a trabalho, filmando, como explicou na ocasião:

“Olha, agora são as quase 10 da noite aqui em Londres, eu tive um dia absolutamente louco, porque eu passei o dia filmando, eu não fiquei em Cannes porque eu tinha que filmar, estou fazendo um filme aqui em Londres, e eu recebi a notícia dos prêmios que a gente ganhou da forma mais louca possível, no set de filmagem… Enfim, essa é outra história...".

Wagner Moura contou da alegria em receber o prêmio, depois do período em que os artistas no Brasil foram tão difamados no governo Bolsonaro.

Wagner Moura comenta a Premiação em Cannes 


Mas na ocasião ele não contou por que chamou de "forma mais louca possível" o momento em que recebeu a notícia de prêmio, o que resolveu divulgar agora.

Que estava filmando em Londres, ele já havia dito. O que não falou era o que estava fazendo na cena no momento em que lhe informaram que havia sido escolhido para receber o Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes por seu papel no filme brasileiro "Agente Secreto", do diretor Kleber Mendonça, que também recebeu o prêmio de Melhor Direção.

 


Wagner Moura estava literalmente com a mão na merda.



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Aroeira e o diálogo secreto de Trump com Epstein



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Deu no NYT: Foco de Trump não é promoção da democracia, é o petróleo

Reportagem do The New York Times busca explicações para tentar entender por que a líder oposicionista da Venezuela e Prêmio Nobel da Paz Maria Corina Machado foi barrada por Donald Trump como comandante da Venezuela, após o ataque e sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, na madrugada do último dia 3.

Trump sobre Maria Corina

“Acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem apoio interno, nem respeito dentro do país. Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece” — disse Trump.

O presidente foi convencido pelos argumentos de altos funcionários, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, que afirmou que, se os Estados Unidos tentassem apoiar a oposição, isso poderia desestabilizar ainda mais o país e exigir uma presença militar mais robusta em seu território. Uma análise confidencial da inteligência da CIA também refletia essa visão.

Reação de Corina

O NYT destaca que para Corina os comentários de Trump foram como um soco no estômago e representaram uma ruptura pública dos Estados Unidos com uma líder que havia passado mais de um ano tentando se aproximar de Trump — tanto que, ao receber o Nobel da Paz que ele tanto almeja, Corina o dedicou a Trump. 

Mas, na realidade, o relacionamento dela com a Casa Branca vinha se deteriorando há meses. Altos funcionários estadunidenses estavam cada vez mais frustrados com as avaliações dela sobre o governo Maduro, sentindo que ela fornecia relatórios imprecisos de que ele estava fraco e à beira do colapso. 

Rubio explica opção por Celcy Rodríguez

Em vez de Maria Corina Machado, Trump optou pela vice-presidente de Maduro Delcy Rodríguez para assumir o cargo no lugar do presidente sequestrado.  

Para Trump, o foco na Venezuela é o petróleo, não a promoção da democracia.

Por ora, Trump e Rubio afirmaram estar focados em trabalhar com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, vice-presidente do governo Maduro. 

“Estamos lidando com a realidade imediata”, disse o Rubio no domingo, no programa “Meet the Press” da NBC. “A realidade imediata é que, infelizmente, a grande maioria da oposição não está mais presente na Venezuela. Temos questões de curto prazo que precisam ser resolvidas imediatamente.”

Decepção entre os venezuelanos de oposição

Freddy Guevara, ex-congressista venezuelano exilado em Nova York e membro da coalizão de Maria Corina Machado, afirmou que não sabia por que a Casa Branca havia decidido prosseguir com o governo chavista, mas eke supõe que esse era o caminho mais fácil por enquanto.  

“Acho que os americanos não estão apostando em uma revolução, mas em reformas”, disse ele. Vamos continuar organizando as pessoas e fazendo nosso trabalho dentro da Venezuela. Mas quem está com as armas agora é o governo do Estados Unidos. E esperamos que esses caras aprendam que Trump não está para brincadeira e que agora existe uma ameaça real se eles não obedecerem.”



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