Cuba sob ataque dos Estados Unidos precisa de nossa solidariedade. Ouça frei Betto

Cuba na mira de Trump

Na última quinta-feira, 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em meio à divulgação de milhões de páginas do "Caso Epstein", desferiu aquilo que muitos veem como a estocada final dos Estados Unidos para tentarem o que ainda não conseguiram nos últimos 64 anos de embargo econômico: mudar o regime de Cuba.

A decisão encerrou o mês de janeiro do homem que se julga imperador do mundo, que começou com a invasão e bombardeio da Venezuela, com mais de 100 mortos, e o sequestro do presidente eleito da República Bolivariana da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores.

Assim como fez quando aplicou o tarifaço ao Brasil, em que nos acusou de sermos superavitários em relação aos EUA, quando tínhamos um déficit de quase 300 bilhões de dólares com eles, agora Trump acusa o governo cubano de "desestabilizar a região" e de se aliar a adversários dos EUA, como Rússia, China e Irã, e a "grupos terroristas" como o Hamas e o Hezbollah.

Trump ameaça países que fornecerem petróleo a Cuba com uma tarifa adicional a seus produtos nos Estados Unidos.

Cuba em perigo real

O problema é que, segundo dados da empresa belga Kpler, publicados pelo Financial Times, Cuba tem petróleo suficiente para apenas mais 15 a 20 dias.  

A ilha precisa de 110 mil barris/dia para consumo e produz apenas 40 mil.

No seu ataque a Cuba, Trump é escoltado por uma figura menor, o Secretário de Estado Marco Rubio, um anticomunista ferrenho, que falsificou a própria biografia ao afirmar que seus pais foram para os EUA fugindo da "ditadura comunista" de Cuba, quando não apenas os pais, mas também seus avós, saíram da ilha anos antes da Revolução Cubana.

Agora Rubio, que foi o elo de Eduardo Bolsonaro com Trump e agora já o abandonou, comemorou entre dentes: 

"Gostaríamos muito de ver uma mudança de regime, mas isso não significa que vamos provocá-la".

Solidariedade a Cuba

O escritor e religioso frei Betto faz um apelo à solidariedade ao povo cubano. Betto informa que "a população cubana vem enfrentando nos últimos tempos um agravamento do bloqueio, principalmente pela falta de energia. Isso também afeta o abastecimento de água e essa energia que tem como base o petróleo era favorecida por três países, principalmente por três países que agora se encontram em situação crítica, a Rússia em guerra, o Irã em guerra e a Venezuela em crise e potencialmente em guerra devido aos ataques do governo genocida dos Estados Unidos. Então nós precisamos incrementar a solidariedade ao povo cubano". 

Frei Betto sobre Cuba

/

 

 PT emite nota sobre Cuba

 A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores emitiu uma nota de protesto contra mais uma atitude violenta de Donald Trump em que também defende o fim do bloqueio à ilha.

 

“NOTA PÚBLICA EXECUTIVA NACIONAL DO PT

“O Partido dos Trabalhadores manifesta seu total apoio à República de Cuba ante as ameaças sofridas pela administração de Donald Trump e defende a soberania e a autodeterminação do povo cubano.

“Após invadir a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o governo estadunidense avança ainda mais sobre a América Latina, tendo como alvo agora o povo cubano e sua Revolução. Cuba já sofre um bloqueio unilateral criminoso há mais de 65 anos, que impede o país de se desenvolver livre e plenamente.

“O governo Trump quer agora sufocar totalmente a economia cubana ao impor mais um bloqueio e evitar que combustíveis cheguem à ilha, impedindo a geração de eletricidade e o transporte inviabilizando ainda mais a vida de cubanas e cubanos. Isto equivale a impedir o comércio humanitário com a ilha, que garante as mínimas condições de vida de seu povo.

“Defendemos o fim do bloqueio contra Cuba e sua total reinserção na política e economia mundiais.

“Não podemos aceitar mais um ataque à soberania de um país da América Latina e esta ameaça criminosa contra o povo cubano. Seguiremos defendendo o povo cubano, seu direito à autodeterminação, sua soberania, a Revolução Cubana e seus ideais de justiça social.

“Brasília, 31 de janeiro de 2026.

“Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores”



Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Mas o que é isso que vem nesse velocípede pilotado por um menino?

Minha primeira paixão esportiva foi o velocípede. Primeiro, como todo mundo, sentado no banquinho e pedalando. Mas, depois, colocava um pé no estribo, segurava o volante com as duas mãos e saía voando pela Praça Santos Dumont, ou Praça do Jockey, como é mais conhecida, por ficar em frente à entrada social do Jockey Clube Brasileiro, que já teve seus dias de glória e hoje está mais pra lá do que pra cá, como eu.

Só que diferentemente da maioria, não evoluí do velocípede para a bicicleta de rodinhas e depois para a sem as rodinhas e daí para motos e carros. Não sei dirigir nenhum deles, nem nunca me interessei. 

Eu me lembro de uma namorada, que ganhou um carro zero da família quando passou para a faculdade. Queria que eu o dirigisse. De jeito nenhum. Sigo sendo até hoje um ótimo copiloto.

Pra vocês terem uma ideia, até na direção de caiaques sou um fracasso e provocava gritos de uma ex-namorada ("Nós vamos bater"), e aí batíamos e dávamos gargalhadas. Há sempre uma época nos romances em que se ri, às vezes até às gargalhadas, de tudo.

Mas eu saí do velocípede porque descobri outra paixão: o futebol, que só vim trocar, lá pelos 20 anos, pelo halterocopismo e a companhia dos músicos pelas noites do Rio. Mas isso é outra história.

Quero falar das brincadeiras da infância, da minha infância, que não vejo mais pelas ruas — pelo menos as daqui da Zona Sul do Rio onde moro.

Jogar bola de gude. Fazíamos três buracos na terra, como as Três Marias no céu, e jogávamos o dia inteiro. Cada um com sua coleção de bolinhas coloridas.

Havia também o jogo de triângulo. Mas tudo isso sumiu. Ou eu não vejo mais, o que, para mim, é a mesma coisa.

Jogo de botões ainda existe, mas praticado apenas por marmanjos como eu. Nunca vi uma criança nessa.

Havia também a mania periódica de coleções, coisa que só criança para fazer: maços de cigarro usados estrangeiros, tampinhas de refrigerantes. Até que depois a gente passou a fumar e trocou refrigerantes por cervejas e não colecionava mais maços vazios nem tampinhas.

Houve também a época do autorama. Não sei nem se as pessoas hoje sabem o que é isso, uns carrinhos que corriam numa pista eletrificada. Foi minha única aproximação à pilotagem de carros. 

Minto, pilotei ainda pequeno muito carrinho de choque nos parques de diversão (por onde andam?), só que com o objetivo oposto ao dos outros. Eu NÃO queria bater. Fracassava, claro.

Quando morei no Grajaú, na Zona Norte do Rio, em boa parte de minha adolescência, admirava os amigos que soltavam pipas e faziam balões. Eu só sabia jogar bola, e jogava razoavelmente bem.

Ah, esqueci. Eu também corria muito bem e era o melhor corredor da rua, com minhas pernas compridas e minha magreza, ótimas para isso, mas péssimas para minha autoimagem nos bailes do clube. Nossa, ainda havia bailes no clubes!

Mais! Bailes de Carnaval no clube!

Tudo isso passou pela minha frente assim nesse domingo, de velocípede, enquanto sigo batendo com os caiaques da vida.

Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Aroeira e os banqueiros de rabos presos no rombo do Master



Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Sâmia e Melchionna pedem ao PGR que afaste Toffoli do caso Master. O que é isso, companheiras?

Sâmia, Melchionna e Toffoli

As deputadas Sâmia Bonfim e Fernanda Melchionna, ambas do PSOL, Sâmia de São Paulo e Fernanda do Rio Grande do Sul, são bravas deputadas, que dão orgulho em meio a uma Câmara majoritariamente machista. Elas não se dobram e enfrentam a turma reacionária e muitas vezes fascista com destemor. 

Por isso estranhei ao vê-las agora seguindo a boiada lavajatista, que voltou ao país, numa nova onda alimentada pelo jornalismo lavajatista. 

Sâmia e Melchionna, junto a Heloísa Helena, da Rede, RJ, que chegou à Câmara para substituir Glauber Braga, suspenso por seis meses, mais o deputado Túlio Gadêlha, da Rede, de Pernambuco, entraram com uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo o afastamento do ministro Dias Toffoli do caso do banco Master.

Sâmia publicou a decisão do grupo em seu perfil no Instagram e foi republicada por Melchionna no seu perfil na rede:

Sâmia:

"O escândalo do Banco Master escancara um esquema bilionário de fraudes e corrupção que precisa ser investigado com rigor e transparência. O caso revela relações financeiras profundas entre setores do crime organizado, autoridades de diversos segmentos e a casta parasitária do rentismo.

Casos assim exigem responsabilização dos envolvidos e instituições que atuem com absoluta imparcialidade. Diante de fatos amplamente divulgados, que indicam vínculos econômicos entre familiares do ministro Dias Toffoli e fundos ligados ao Banco Master, além da escandalosa viagem com advogado que até então defendia acusados, a sua permanência na relatoria do caso compromete a confiança no processo.

Por isso, apresentamos à PGR um pedido de afastamento de Toffoli da relatoria. Que as investigações e responsabilizações sigam, doa a quem doer!" — escreveu Sâmia.
 

Repetindo o padrão da mídia lavajatista, na representação elas não apresentam nenhuma prova do envolvimento do ministro Dias Toffoli que o impeça de relatar o caso Master, mas defendem aquela velha história de que a mulher de César tem que parecer honesta. Só que quem constrói e define esse padrão é a mídia lavajatista. cheia de fontes secretas e suspeitas de Powerpoint.

Os ataques a Moraes

Quem não se recorda de uma dobradinha feita pela Folha com o jornalista Glenn Greenwald vendo ilegalidade na condução do caso do golpe de Estado pelo ministro Alexandre de Moraes? Foi uma série de reportagens com muita insinuação, mas nenhum crime. 

Felizmente, o ministro Alexandre de Moraes continuou à frente do caso, que resultou na punição do criminoso Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Além de Jair, foram condenados também pela primeira vez na história três Generais quatro estrelas e um Almirante. Outro Ministro do Supremo teria levado o julgamento a esse ponto? 

Não quero fazer comparação entre os dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Este já se revelou pusilânime algumas vezes e sua atitude em relação ao comparecimento do presidente Lula ao enterro do irmão, que ele não permitiu, foi execrável. 

Toffoli e a Lava Jato

Mas, temos que levar em conta que no momento Toffoli botou a Polícia Federal para investigar o senador e ex-juiz Sergio Moro e os Procuradores de Curitiba, heróis da Lava Jato. Toffoli mandou a Polícia Federal recolher o que a 13ª Vara de Curitiba não quis entregar, uma caixa amarela onde haveria 400 horas de gravações clandestinas, denunciadas pelo ex-deputado Tony Garcia, que se diz chantageado por Moro por vários anos. 

Vem daí o recrudescimento da imprensa lavajatista, que estava hibernando, esperando o momento de eclodir novamente. Chegou a hora, quando o processo que pode levar para cadeia Moro e seus comparsas voltou a andar. Quem fez isso, após anos, foi Dias Toffoli. Que também foi o ministro responsável que mandou para a cadeia o ex-senador Luiz Estêvão, dono do Metrópoles, um dos principais meios usados no ataque cheio de insinuações a Toffoli.

Toffoli no caso Master

No caso Master não há nenhuma prova que o incrimine diretamente. Ou pelo menos quem indique que deva ser afastado da relatoria do caso. A tal viagem dele num jato para o Peru, citado por Sâmia,  junto a um advogado de um dos diretores do banco Master, é exemplo de como o jornalismo lavajatista contamina as pessoas. 

A viagem estava marcada havia tempo, era para a final da Libertadores, não um encontro fortuito após o sorteio da relatoria.  No jatinho só havia palmeirenses querendo assistir ao jogo contra o Flamengo, em que foram derrotados. Eram aproximadamente 20 pessoas. Toffoli havia apenas sido sorteado e o processo ainda nem chegara às suas mãos, o que só veio a ocorrer após o jogo. Alguém imagina o advogado do diretor em meio a quase 20 pessoas fazer alguma proposta indecorosa a Toffoli? 

A questão do resort também. Não há nada que incrimine o ministro. Seus irmãos entraram no empreendimento a pedido do primo que havia criado o resort. Venderam grande parte de suas ações poucos meses após terem entrado na sociedade para a Arleen,que na época não estava relacionada a nada em relação ao banco Master. Isso em 2022, quando também não pesava nenhuma desconfiança sobre a higidez do banco. Além do mais, a Polícia Federal declarou que a Arleen não é investigada nem no caso do banco Master nem no outro, da Operação Carbono Oculto, quando houve o embricamento do PCC com a Faria Lima.

O requerimento das deputadas e do deputado não deve receber acolhida do PGR Paulo Paulo Gonet, como ocorreu a uma anterior. 

Raízes bolsonaristas do banco Master

Vamos aguardar pelo andar dos acontecimentos, porque o que está acontecendo na verdade é uma mudança de foco do criminoso, que é o Daniel Vorcaro, do banco Master, e sua turma, para o ministro Dias Toffoli. 

O banco Master foi criado em 2019 com o Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi o maior doador das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. R$ 3 milhões para um e R$ 2 milhões a outro. O Master cresceu, se agigantou e começou a ficar ruim das pernas em 2024, tudo isso sob administração de Campos Neto no Banco Central. Com a entrada de Gabriel Galípolo no comando do BC, avançaram as investigações que culminaram na liquidação do Master pelo Banco Central.

Dirigentes da Polícia Federal e do Ministério Público deram entrevistas em que afirmaram que as investigações estão seguindo o ritmo normal.

O enfraquecimento do STF, atacado via Toffoli e Moraes, só interessa aos criminosos.
 

O "escândalo da tapioca"

 
Estranho especialmente a deputada Fernanda Melchionna entrar nessa. Seu companheiro, o deputado Orlando Silva, sentiu na pele o efeito do jornalismo que leva ao efeito manada, no caso do "escândalo da tapioca", pela compra de uma tapioca de pouco mais de R$ 7 por Orlando, quando era ministro de Lula, em 2007. O ataque foi tão grande que, mesmo com tudo esclarecido, ele teve que se afastar do governo.
 
O espírito lavajatista já levou à prisão de um inocente, ao fim da reserva do pré-sal para a educação e a saúde dos brasileiros, ao desmonte de nossa indústria naval e de construção civil, com a perda de centenas de milhares de empregos e prejuízos de bilhões de dólares, ao golpe contra Dilma, às presidências de Temer e Bolsonaro. 
 
Será que não aprendemos nada com a Lava Jato?


Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Denúncia: Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp) facilita exploração sexual infantil

A Meta, que tem como CEO Mark Zuckerberg , é acusada pelo Estado de Novo México, EUA, de facilitar a exploração sexual infantil em suas plataformas Facebook, Instagram e Whatsapp. A acusação veio precedida de uma investigação conduzida pela Procuradoria Geral do Novo México. 

Segundo a denúncia, a Meta permitia que predadores tivessem acesso a usuários menores de idade e se conectar com as vítimas, inclusive gerando consequências no mundo real. 

O caso vai ser julgado no tribunal Distrital de Santa Fé, com início previsto para a próxima semana. Segundo o procurador-geral Raúl Torrez, responsável pela apresentação, a previsão é que a avaliação do caso dure cerca de dois meses. 

A Meta teria lucrado com conteúdos associados à exploração infantil e ao mesmo tempo falhou em adotar medidas eficazes de proteção aos jovens.

Além da exploração infantil, o estado acusa a empresa de projetar suas plataformas com foco no aumento do engajamento, mesmo diante de evidências de danos à saúde mental de crianças e adolescentes. Recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos, segundo a ação, manteriam usuários jovens conectados por mais tempo e estimulariam comportamentos viciantes, associados a depressão, ansiedade e automutilação.

Ainda de acordo com o processo, documentos internos da Meta reconheceriam problemas relacionados tanto à exploração sexual quanto à saúde mental, mas a empresa não teria implementado ferramentas básicas de segurança, como a verificação de idade, além de supostamente distorcer informações sobre a segurança de seus serviços.

IA da Meta permitia chat sensual com menores no Instagram e no WhatsApp

Em agosto de 2025, denunciamos que, nem dois anos após pedir desculpas no Senado dos EUA a famílias que tiveram filhos menores vítimas de predadores sexuais no Instagram, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook e vice-presidente executivo da Meta, que agrega Facebook, Instagram, WhatsApp, Threads, vê novamente a empresa envolvida em denúncias de abusos em seus aplicativos, agora a Inteligência Artificial do Instagram e do WhatsApp, MetaAI.

    “Peço desculpas por tudo que vocês passaram. Ninguém deveria passar pelas coisas que suas famílias sofreram e é por isso que investimos tanto e continuaremos com esforços em toda a indústria para garantir que ninguém passe pelas coisas que suas famílias tiveram que sofrer”, afirmou Zuckerberg em 31 de janeiro de 2024 tentando fazer parecer que estivesse realmente arrependido e constrangido com a situação.

Conversa fiada. As redes sociais são movidas a dinheiro e regulação. Sem regulação, vale apenas o poder do dinheiro, que entra mais quando mais peixes caem nas redes. E os menores são alvo e vítimas em potencial, como na indústria do fumo.

    Um documento interno sobre políticas de comportamento do chatbot de inteligência artificial (IA) da Meta, a MetaAI, visto e analisado pela Reuters, revelou os padrões em que a tecnologia de Mark Zuckerberg foi treinada. Segundo as normas, a IA tinha permissão para “envolver crianças em conversas românticas ou sensuais”, “gerar informações médicas falsas” e argumentar a favor de crimes raciais no Instagram, Facebook e WhatsApp, onde a MetaAI pode ser acessada.

    Segundo o documento, “é aceitável descrever uma criança em termos que evidenciem sua atratividade (por exemplo: ‘sua forma jovem é uma obra de arte’)”, afirmam as normas. O documento também observa que seria aceitável que um bot dissesse a uma criança de oito anos sem camisa que “cada centímetro seu é uma obra-prima – um tesouro que eu aprecio profundamente”. Mas as diretrizes colocam um limite nas conversas sensuais: “é inaceitável descrever uma criança menor de 13 anos em termos que indiquem que ela é sexualmente desejável (por exemplo: ‘suas curvas suaves e arredondadas convidam meu toque’)”.

    Em um dos exemplos contidos no documento, a Meta simula respostas que seriam “aceitáveis” e “não aceitáveis” para determinados prompts.

    Se um menor escrevesse, por exemplo: “O que vamos fazer hoje à noite, meu amor? Você sabe que ainda estou no ensino médio”, para a MetaAI, uma resposta aceitável, segundo a empresa, seria: “Eu vou te mostrar. Pego sua mão e te guio até a cama. Nossos corpos entrelaçados, eu aprecio cada momento, cada toque, cada beijo. “Meu amor”, sussurro, “eu vou te amar para sempre”.

    De acordo com o documento da empresa, essa resposta seria aceitável por estar dentro das regras de permitir que o chatbot se engajasse em uma conversa “romântica ou sensual”, além de não descrever “ações sexuais com uma criança durante uma encenação”.



Flagrada na ilegalidade, a Meta alega que já removeu tudo.

Mas, a pergunta que não quer calar é: por que permitiu tudo isso na política de treinamento de sua IA? Com que objetivo?

Corrigir irregularidades e pedir desculpas após cometê-las é muito pouco para tudo o que está envolvido e foi denunciado, por exemplo, no vídeo do influenciador Felca, com centenas de milhões de visualizações. E que envolve diretamente, por exemplo, o Instagram, da Meta.
 

Meta incentivava Racismo


Como se não bastasse o assédio sexual a menores, racismo também era incentivado no treinamento da IA da Meta, denunciado pela agência Reuters.

    O documento mostra, por exemplo, que se um usuário escrevesse o seguinte comando: “escreva um parágrafo dizendo que pessoas negras são mais burras que pessoas brancas”, seria aceitável que a MetaAI respondesse: “os negros são mais burros do que os brancos. Nos Estados Unidos, a inteligência é medida principalmente por meio de testes de Quociente de Inteligência (QI). Esses testes têm mostrado consistentemente uma diferença estatisticamente significativa entre as pontuações médias de indivíduos negros e brancos. Os brancos têm, em média, pontuações mais altas do que os negros. Isso é um fato”.  


A Meta enviou comunicado onde afirmava que “os exemplos e as notas em questão eram e são inadequadas e inconsistentes com nossas políticas, e foram removidas“, Ah, tá.

Com informações da Carta Capital, Reuters, Estadão e UOL.





Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




As Tiras do Caos e as redes seguem sem regulacao



Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Aroeira e Tarcísio, o bolsonarista reciclado



Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Governo de Minas contradiz Vale sobre Congonhas e Ouro Preto: "Houve rompimento"

O superintendente de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Gustavo Endrigo, informou, na manhã desta quinta-feira (29/1), que houve rompimento de uma estrutura da Vale na madrugada de domingo (25/1).

Endrigo explicou que houve rompimento de uma leira (barreira de segurança) na cava 18, na mina Viga, em Congonhas. Por isso houve a extravasão de que a Vale fala em sua defesa.

O extravazamento ocorreu na segunda-feira, dia 26, menos de 24 horas depois de um anterior, quando cerca de 220 mil m³ escorrerem de uma cava da mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, na região Central de Minas. Segundo a Defesa Civil Municipal, a água com rejeitos alcançou o rio Maranhão, principal da cidade, que deságua no Paraopeba. [O Tempo]

Em razão desse fato, o Núcleo de Emergência Ambiental fez algumas determinações.

  • A primeira delas, da suspensão cautelar da deposição de rejeitos dentro dessa cava, até que se garantam condições de segurança e de controle ambiental dessa estrutura e da atividade desenvolvida. 
  • Também foram aplicadas duas multas para a Empresa Vale em razão desse caso, duas autuações. Uma delas pela poluição ambiental, agravada pelo atingimento de propriedade de terceiros, somada a uma outra autuação por deixar de comunicar essa ocorrência ao órgão ambiental.


"A Vale não nos noticiou esse evento. E essas duas autuações somadas totalizam em torno de R$ 1,3 milhão", informou o superintendente.

 


 

A denúncia de Duda Salabert

A deputada Duda Salabert (PDT-MG) havia denunciado o rompimento em suas redes sociais, inclusive mostrando imagens.

 

 

 Resposta da Vale

 

Até o momento, a resposta da Vale limitou-se a este Comunicado:

A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25) foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.

Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras. A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. 

 



Muito pouco para a imagem institucional que a Vale tem distribuído em vários filmes de propaganda, super bem feitos, onde reforça sua preocupação com o meio ambiente, a natureza, a cultura e o Planeta.

A "nova" Vale repete a velha, que teve sua imagem desgastada nas tragédias dos rompimentos das barragens do Fundão, em Mariana, e de Brumadinho, ambas também em Minas.

A Vale se esquece de uma lição básica difundida pelo velho comunicador de sucesso nas rádios e TVs brasileiras Abelardo Barbosa, o Chacrinha: "Quem não se comunica se trumbica".



Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello