Reportagem do The New York Times busca explicações para tentar entender por que a líder oposicionista da Venezuela e Prêmio Nobel da Paz Maria Corina Machado foi barrada por Donald Trump como comandante da Venezuela, após o ataque e sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, na madrugada do último dia 3.
Trump sobre Maria Corina
“Acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem apoio interno, nem respeito dentro do país. Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece” — disse Trump.
O presidente foi convencido pelos argumentos de altos funcionários, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, que afirmou que, se os Estados Unidos tentassem apoiar a oposição, isso poderia desestabilizar ainda mais o país e exigir uma presença militar mais robusta em seu território. Uma análise confidencial da inteligência da CIA também refletia essa visão.
Reação de Corina
O NYT destaca que para Corina os comentários de Trump foram como um soco no estômago e representaram uma ruptura pública dos Estados Unidos com uma líder que havia passado mais de um ano tentando se aproximar de Trump — tanto que, ao receber o Nobel da Paz que ele tanto almeja, Corina o dedicou a Trump.
Mas, na realidade, o relacionamento dela com a Casa Branca vinha se deteriorando há meses. Altos funcionários estadunidenses estavam cada vez mais frustrados com as avaliações dela sobre o governo Maduro, sentindo que ela fornecia relatórios imprecisos de que ele estava fraco e à beira do colapso.
Rubio explica opção por Celcy Rodríguez
Em vez de Maria Corina Machado, Trump optou pela vice-presidente de Maduro Delcy Rodríguez para assumir o cargo no lugar do presidente sequestrado.
Para Trump, o foco na Venezuela é
o petróleo, não a promoção da democracia.
Por ora, Trump e Rubio afirmaram estar focados em trabalhar com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, vice-presidente do governo Maduro.
“Estamos lidando com a realidade imediata”, disse o Rubio no domingo, no programa “Meet the Press” da NBC. “A realidade imediata é que, infelizmente, a grande maioria da oposição não está mais presente na Venezuela. Temos questões de curto prazo que precisam ser resolvidas imediatamente.”
Decepção entre os venezuelanos de oposição
Freddy Guevara, ex-congressista venezuelano exilado em Nova York e membro da coalizão de Maria Corina Machado, afirmou que não sabia por que a Casa Branca havia decidido prosseguir com o governo chavista, mas eke supõe que esse era o caminho mais fácil por enquanto.
“Acho que os americanos não estão apostando em uma revolução, mas em reformas”, disse ele. Vamos continuar organizando as pessoas e fazendo nosso trabalho dentro da Venezuela. Mas quem está com as armas agora é o governo do Estados Unidos. E esperamos que esses caras aprendam que Trump não está para brincadeira e que agora existe uma ameaça real se eles não obedecerem.”
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