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Termina às 19h de hoje o prazo para as inscrições de candidaturas a Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais que disputarão as eleições deste ano. O registro dessas candidaturas determina o fim da pré-campanha e libera o início das campanhas que começam oficialmente neste domingo, dia 16 de agosto, em todo o Brasil.
Em Alagoas, há grande expectativa sobre o que vai sair das inscrições para governador e senador, especialmente do deputado Arthur Lira. Lira espera a definição de João Henrique Caldas, do PSDB, o JHC, se vai disputar o governo ou uma vaga no Senado com ele.
JHC, ex-prefeito de Maceió, tira votos de Lira, e caso concorra ao Senado pode deixá-lo de fora do Congresso no ano que vem, pela primeira vez sem mandato e exposto a chuvas e trovoadas que devem vir do processo sobre emendas parlamentares, que correm no STF, sob relatoria do ministro Flávio Dino.
A indefinição de JHC vem desde o início das especulações sobre as eleições deste ano. Ora ele é candidato ao governo, hora ao Senado. Até o final da semana passada, dava-se como certo que ele concorreria ao governo. Mas, após um encontro no meio da semana com o presidente Lula, parece que o destino de JHC é a disputa pelo Senado. Com isso a eleição de Lira fica mais complicada para o Senado.
A disputa pelas duas vagas ao Senado em Alagoas, segundo todas as pesquisas, estava entre os deputados Arthur Lira e Alfredo Gaspar e o senador Renan Calheiros, que busca a reeleição. Com a desistência de Alfredo Gaspar, que passou a ser vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, a eleição parecia garantida para os dois caciques de Alagoas, Renan e Lira.
A entrada de JHC no páreo dificulta o caminho para Artur Lira, pois eles disputam os mesmos eleitores. Ao mesmo tempo, a desistência de JHC de concorrer ao governo facilita as coisas para Renan filho, ex-ministro dos Transportes de Lula, que conta com um apoio do presidente.
Para piorar as coisas para o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, a família Bolsonaro, através de seu candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, anunciou a candidatura da mulher de JHC Marina Candia como candidata ao Senado apoiada pela família.
Irá o cacique alagoano, coronelzão habituado a mandar, manter a candidatura ao Senado arriscando-se a ficar fora do Congresso, ou vai se garantir com uma vaga quase certa na Câmara dos Deputados?
Pode ser uma saída, mas será um vexame colossal para o outrora todo-poderoso, que sentou em cima de 169 pedidos de impeachment do à época presidente e hoje presidiário Jair Messias Bolsonaro e criou e administrou o orçamento secreto, que poderá mandá-lo para a cadeia, caso sejam comprovados os desvios milionários de que é acusado.
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O jurista Wálter Maierovitch deu uma declaração bem contundente e preocupante sobre a Segurança Pública de São Paulo sob comando do governador Tarcísio de Freitas. Contrariando a visão edulcorada da mídia corporativa, que passa pano para o governador, que era seu candidato de coração à presidência da República, o jurista vê problemas gravíssimos na Segurança Pública de São Paulo, a seu ver dominada pelo PCC.
O caso recente da perseguição policial ao carro onde se encontrava o candidato do PT ao governo do estado, ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, mostra, na visão de Maierovitch um retrato preocupante da situação no estado.
O carro do candidato Fernando Haddad foi seguido por uma viatura da PM por mais de 40 minutos num claro sinal de intimidação, mandando um recado intimidatório ao candidato do PT.
"Precisa ser feita uma apuração, evidentemente, minuciosa. Mas eu quero colocar uma coisa que me parece fundamental. Nós estamos conversando sobre o fato, mas nós não estamos enxergando o pano de fundo. Vamos olhar, por favor, o pano de fundo. E o que o pano de fundo mostra? Uma polícia militar contaminada pelo PCC. Uma série enorme de reportagens, e até isso levou a um editorial do jornal O Estado de São Paulo, que tem o seguinte título, e eu coloco entre aspas, 'PCC está dentro da Polícia Militar de São Paulo'".
Para o jurista, "o PCC está dentro da Polícia Militar de São Paulo. Esse é o ponto central do pano de fundo".
"O que uma organização mafiosa faz? Se a PM, por oficiais coronéis, se ela está contaminada, qual é o método? O método é o da intimidação. É a da difusão do medo, é de mandar avisos, é de mandar recados. Este é o pano de fundo. Portanto, não dá para pegar um fato desse, onde uma ousadia chega a um candidato ao governo de São Paulo."
Para Wálter Maierovitch a situação é gravíssima:
"A Polícia Militar de São Paulo é incontrolável e está desgovernada."
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