O ex-deputado e líder petista José Dirceu fez uma dura crítica ao PL Antifacção relatado pelo deputado Capitão Derrite, até o outro dia Secretário de Segurança do Governador Tarcísio de Freitas em São Paulo.
Dirceu citou o PL Antifacção relatado pelo Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que havia conseguido ampla aprovação entre os especialistas em segurança pública no Brasil.
O próprio Senador, citado por Dirceu, reclamou da redação de Derrite, acusando seu relatório de ser duro com o pobre e falar fino com a Faria Lima:
"Esse projeto [o aprovado no Senado] foi elogiado pelas associações e entidades de delegados, secretários de segurança, Ministério Público, especialistas em combate ao crime organizado, porque o Senado teve a felicidade de ajustar o texto para que ele seja duro para o criminoso rico e para o criminoso pobre.
A escolha do relator Derrite foi retomar trechos do texto que impedem a atuação dura da Justiça e da Polícia contra o criminoso rico. Ao fazer a alteração como fez, as ferramentas de investigação mais duras só se aplicam ao pobre.
Esquemas do tipo máfia do INSS, Banco Master, desvio de emendas, não terão nenhum tipo de dureza no tratamento. Mas para o pobre, na favela, aí sim vale a pena ser duro" — criticou Vieira.
José Dirceu também criticou a redação de Derrite, que foi aprovada, dizendo que ela não pune crimes de colarinho branco:
"Veja que escândalo. A direita, Flávio Bolsonaro, Tarcísio, Derrite, mudaram a lei de facções.
Ainda quiseram desviar a lei para criminalizar movimento social, greve, protestos, manifestações de rua. É o de sempre. Impunidade para os ricos."
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