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Já tem data marcada a estreia do verdadeiro filme sobre Jair Bolsonaro, não o Dark Horse, usado pela família e bolsonaristas para captar R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, sem contar outros milhões com outras atividades da produtora do filme, Karina Ferreira da Gama, entre elas o contrato de mais de R$ 100 milhões para instalar pontos de wi-fi na capital paulista. Quanto desse dinheiro foi desviado para a produção do filme, que talvez jamais seja exibido porque é todo ilegal, e que descreveria o condenado criminoso a mais de 27 anos de prisão como um herói injustiçado?
O filme sobre o verdadeiro Bolsonaro é "Anatomia do Caos", da diretora baiana Dandara Ferreira.
Após dirigir a cinebiografia de Gal Costa "Meu nome é Gal", Dandara volta ao circuito cinematográfico com uma proposta completamente diferente: um documentário sobre a covid-19, aqueles anos caóticos do Brasil sobre Jair Bolsonaro.
O filme já tem data de estreia: 2 de julho. Nele, Dandara revisita um dos períodos mais traumáticos da história recente do Brasil. A diretora teve acesso aos bastidores da CPI da Covid instalada no Congresso em 2021, que investigou as omissões do governo Bolsonaro durante a pandemia.
Dandara teve acesso privilegiado à CPI, captou depoimentos, tensões e articulações que raramente chegaram ao público. O resultado é um mosaico que articula imagens inéditas, documentos e entrevistas com parlamentares, compondo um retrato denso sobre a condução da pandemia no país .
“O que me movia naquele momento era a percepção de que o país atravessava algo maior do que uma crise sanitária. Havia uma disputa brutal em torno da própria realidade”, afirma a diretora.
“Anatomia do Caos” também confronta a impunidade dos responsáveis diretos pela condução política da crise, inclusive o principal deles, Jair Bolsonaro, tratando a ausência de consequências como uma das imagens mais violentas deixadas pelo período.
Segundo a diretora, o documentário não busca apenas revisitar o passado, mas questionar o presente e o que significa seguir adiante sem justiça ou responsabilização.
“Esse filme nasce da necessidade pessoal de registrar esse período e da certeza de que algumas imagens precisam continuar abertas, porque elas ainda nos olham de volta”.
“Anatomia do Caos” será lançado num amplo circuito de exibições seguidas de debate, reforçando o papel do filme como um espaço de diálogo e reflexão coletiva sobre a história recente do Brasil.
Sessões especiais estão previstas para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Recife, Curitiba, Salvador, Brasília e Fortaleza, permitindo que o público discuta a memória da pandemia e a necessidade de justiça.
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A pressa e o desejo de atacar Lula fizeram a Folha cometer um erro grotesco, bizarro no alto da primeira página, a mais nobre de um jornal. No dia anterior, havia ocorrido a Marcha para Jesus em São Paulo, que reuniu o governador do Estado Tarcísio de Freitas, o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, o presidenciável da extrema direita Flávio Bolsonaro e o ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Em vez de destacar o óbvio, a estranha presença do ministro André Mendonça junto com investigados no maior escândalo do mercado financeiro brasileiro, o do banco Master, como o presidenciável Flávio Bolsonaro, flagrado em áudio negociando R$ 61 milhões com o banqueiro criminoso, o governador Tarcísio, que recebeu a maior doação de campanha do banco Master, o prefeito de São Paulo, que contratou uma ONG por mais de R$ 100 milhões para instalar wi-fi em São Paulo da mesma proprietária da produtora que realiza o filme sobre a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro; em vez disso, a Folha preferiu destacar, dividindo espaço com a foto do trio bolsonarista — governador, prefeito e presidenciável —, uma declaração de Flávio Bolsonaro colocando o presidente Lula como o mal do Brasil.
A pressa foi tanta, que só deu tempo de preparar o título "Flávio fala em guerra espiritual contra Lula em ato evangélico" e reservar o espaço a ser preenchido pela chamada com um texto genérico em latim, que não fazia sentido algum com o título. Pior: foi assim para os assinantes e as bancas. Confira na imagem.
E teve mais no dia ataque a Lula no dia seguinte, o que foi tema do Fórum Mídias de hoje.
O Fórum Mídias vai ao ar de segunda a sexta, dentro do Fórum Café, na TV Fórum, e depois como um corte na playlist do Fórum Mídias.
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Acordou nesta segunda-feira com aquele gosto de cabo de guarda-chuva na boca e agora diante do espelho, a cara amarrotada, a cabeça doendo, a vontade de vomitar o mundo faz a promessa que geralmente dura apenas até a próxima sexta, ou antes:
— Juro que nunca mais bebo.
Em sua coluna na Folha, o Dr. Drauzio Varella publicou um teste para você verificar como anda sua relação com o álcool, aquela DR que você tenta evitar com receio do resultado.
Se é demais fazê-lo agora, de ressaca, guarde-o para depois, mas não deixe de fazê-lo. Pode salvar seu trabalho, seus relacionamentos, sua vida.
Segundo o Dr. Drauzio, a ciência hoje considera que não há nível seguro de utilização do álcool, que causa problemas mesmo em doses pequenas.
O ideal seria o consumo zero, mas, como resistir aos apelos dos amigos nas festas e comemorações? "Só um chope".
O ideal é desenvolver uma estratégia para evitar o uso abusivo. Para isso, antes, é preciso conhecer o que é uso abusivo e como está seu relação com o álcool, se abusiva ou não.
Para isso existem testes, e um dos mais empregados é conhecido como "Audit" —sigla do questionário Alcohol Use Disorders Identification Test. São dez perguntas que se referem à quantidade de drinques ingeridos.
Do ponto de vista médico, um drinque ou uma dose deve conter uma quantidade de álcool entre 12 e 14 gramas. Essa massa de álcool está contida em aproximadamente uma lata de cerveja de 350 ml, uma taça de vinho de 150 ml ou uma dose de 45 ml de destilado —cachaça, uísque, conhaque, vodca, etc.
Faça o teste e depois confira o resultado.
De acordo com a soma de pontos obtidos, podemos caracterizar as seguintes categorias de risco:
De zero a 7 pontos: Baixo risco
De 8 a 15 pontos: Nível de risco moderado. Identifica 75% a 95% dos que têm problemas mais graves com o uso de álcool. Eventualmente inclui pessoas com risco mais alto que minimizaram o número de doses ingeridas e os problemas causados por elas.
De 16 a 19 pontos: Risco alto. Capaz de causar agravos de saúde. Já pode haver dependência química.
20 ou mais pontos: Risco muito alto. Já existem complicações de saúde. É quase certo haver dependência química.
O Dr. Drauzio adverte que teste não serve para rotular as pessoas como alcoólatras nem para deixar de fazê-lo, apenas ajuda a identificar aqueles que correm risco de desenvolver dependência química.
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Líder nas pesquisas para o governo de Minas Gerais com 37% das intenções de voto, segundo a pesquisa Quaest, o senador Cleitinho não parece muito animado com o possível fato de vir a ser governador do estado.
Numa entrevista ao repórter Thiago Prado, de O Globo, Cleitinho diz que não nasceu para isso, tinha apenas o sonho de ser famoso, queria ser como o Ratinho, o apresentador e dono de estações de rádio e TV no Paraná, pai do governador daquele estado, Ratinho Júnior.
Depois de um governador que comeu banana com casca para aparecer nas redes, agora Minas Gerais da Conjuração Mineira pode vir a ser governada por alguém que declara que se arrumar coisa melhor ele "larga essa merda":
Entrei na política para aparecer, não sou hipócrita. Nunca nem tive título de eleitor, só queria ser famoso — afirma, para depois realmente dizer o seu sonho que nada tem a ver com o comando do Palácio da Liberdade. — Na verdade, queria ser comentarista de futebol ou apresentador de TV igual ao Ratinho. Se um dia tiver uma proposta, largo essa merda aqui.
Cleitinho sincerão abriu o coração e soltou o verbo com o jornalista. Diz que não faz questão alguma de ser candidato a governador.
— Não faço nenhuma questão de vir candidato, mas está virando uma onda o meu nome. Como é que eu não venho a governador agora? Só que eu não preciso ficar latindo que sou candidato, não, quem tem que fazer isso é quem está lá atrás nas pesquisas. Se eu fico falando que sou, perde o encanto. É tipo o que acontece com os artistas. O cantor chega para um show e vai para o camarim, oras, não fica andando lá no meio do povo. Senão as pessoas dão uma brochada. É tudo estratégia minha. Só vou decidir depois, em junho eu quero é ver os jogos da Copa.
Diz que a classe política e boa parte da Imprensa também o subestimam. E que gosta disso. Que não tem medo de virar governador e ser cobrado xingado pelo eleitor. Avha que é subestimado por falar errado, não ter estudo e se defende: não é porque tem mestrado e doutorado que vai ter voto. Se fosse assim o Lula nunca teria chegado onde chegou. O voto, segundo Cleitinho, é emocional, é sentimento.
O desinteresse do senador pelo cotidiano político é tal que Cleitinho não está nem um pouco preocupado em manter uma boa relação com a Cúpula do próprio partido, o Republicanos, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus do Bispo Macedo. Pega pesado com todos.
— Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido — diz, para depois alfinetar o bispo Edir Macedo, fundador da Universal — Falso profeta, nem quero me aproximar.
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O jornalista e escritor Luis Cosme Pinto lança neste sábado (6) o livro Acabou, mas continua, sua mais nova coletânea de crônicas. O evento acontece das 14h às 16h na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, em São Paulo, e contará com sessão de autógrafos aberta ao público.
Publicado pela Editora Cachalote, o livro reúne 25 crônicas que transformam episódios aparentemente comuns em histórias marcadas por humor, sensibilidade e observação aguçada do cotidiano. Entre os personagens e situações retratados estão um sueco preso no banheiro de uma padaria paulistana sem conseguir se comunicar, um homem apelidado de “amante-sanfona”, que engorda e emagrece conforme os rumos da vida amorosa, e a inesquecível Eulália, descrita como uma mulher capaz de resolver qualquer problema — especialmente os dos homens.
Com uma trajetória consolidada no jornalismo, Luis Cosme Pinto leva para a literatura a experiência adquirida ao longo de décadas como repórter, editor e apresentador de televisão. Segundo o autor, as técnicas jornalísticas seguem presentes em sua produção literária.
“O jornalismo ajuda a criar minhas crônicas. Muitas vezes uso as técnicas da reportagem para conhecer melhor o personagem e entender a história que desejo contar”, afirma.
Na orelha da obra, a jornalista Neide Duarte define Cosme como “um caminhante contador de histórias”. Já o escritor Humberto Werneck, responsável pelo texto da quarta capa, o descreve como um “cronista puro-sangue”.
Carioca de Vila Isabel e torcedor do Botafogo, Luis Cosme nasceu em outubro de 1961. Iniciou a vida acadêmica no curso de Engenharia Civil, mas abandonou a área para seguir carreira no jornalismo. Formado no Rio de Janeiro, trabalhou inicialmente em rádios especializadas em corridas de cavalo antes de se mudar para São Paulo, onde construiu uma trajetória em grandes emissoras de televisão.
Ao longo da carreira, passou pela TV Globo de Bauru, TV Manchete, SBT, TV Cultura, Rede Globo e TV Record. Atuou como repórter, apresentador, editor e roteirista, incluindo passagens pelo Jornal Nacional, Jornal Hoje e pelo programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga.
O jornalista também acumula importantes reconhecimentos profissionais, entre eles o Prêmio Embratel e três Prêmios Vladimir Herzog, conquistados durante sua passagem pela TV Record. Além disso, participou da cobertura de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e da produção de documentários premiados.
Após deixar o jornalismo televisivo, próximo dos 60 anos, decidiu se dedicar integralmente à literatura. Atualmente, publica crônicas semanais em veículos como a Revista Fórum e o Brasil 247.
Acabou, mas continua é o terceiro livro do autor. O primeiro foi Ponte Aérea, lançado em 2010. Em 2023, publicou Birinaites, Catiripapos e Borogodó, obra que alcançou a semifinal do Prêmio Jabuti.
Lançamento: Acabou, mas continua, de Luis Cosme Pinto
Data: 6 de junho de 2026
Horário: das 14h às 16h
Local: Biblioteca do Parque Villa-Lobos
Endereço: Avenida Queiroz Filho, 1365, Alto de Pinheiros, São Paulo
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