O presidente Lula veio ao Rio com Janja neste domingo, 15, para assistirem ao desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente narrando a história de sua vida de menino pobre a presidente do Brasil.
Mas antes de irem para o Sambódromo, Lula e Janja se encontraram com o casal Chico Buarque e Carol Proner. Não sabemos se no encontro Chico lembrou ao presidente de uma sugestão que lhe deu em seu primeiro mandato, de criação do Ministério do Vai Dar Merda (MVDM).
O objetivo do Ministério seria analisar os projetos à luz do potencial de Merda que poderiam causar ao governo, a Lula ou membros do governo.
Por exemplo, o desfile da Acadêmicos de Niterói deste ano. O ministério, se acionado, quase certamente daria o veredicto fétido, porque o potencial de dar merda é altíssimo e num grau impensável, pondo em risco até a candidatura presidencial de Lula.
É certo que Lula foi homenageado. O presidente não encomendou a homenagem, apenas a recebeu. Mas, se devidamente assessorado pelo MVDM, agradeceria à escola e pediria que adiasse a homenagem para o ano que vem, quando ele poderia estar reeleito mais uma vez e a homenagem seria ainda mais grandiosa, explicando à Escola os problemas que o desfile em ano eleitoral trariam e estão trazendo.
Pode não dar em nada — o que é mais provável, tudo se resumindo ao eterno chororô dos bolsonaristas —, mas pode dar merda, diria o Ministério, e isso é tudo de que não precisa o presidente Lula em ano de reeleição, com o bolsonarismo ainda vivo e mercado financeiro, militares e mídias, incluindo as redes sociais sem regulação, todos unidos contra o presidente.
Sem esquecer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diagnosticado com narcisismo maligno, um tipo vingativo que só aceita relacionamento baseado na subordinação do interlocutor, que tem Lula atravessado na garganta pelo comportamento altivo do presidente diante do tarifaço.
Lula não se rendeu, Trump teve que ceder, e isso certamente está guardado no pote de mágoas trumpista, que virá em cima das eleições presidenciais brasileiras "agarrado no ódio", louco para entregar o Brasil nas mãos do Flávio Rachadinha Bolsonaro, que certamente completará a obra do pai e entregará o Brasil de mão beijada aos Estados Unidos.
O noticiário pós desfile não fala em outra coisa. São pedidos de penalização vindos da tropa bolsonarista, ainda mais após a "fraquejada" da atual presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que disse que o caso do desfile e da homenagem é uma "areia movediça", o que definitivamente não é coisa boa e botou gasolina na fogueira bolsonarista.
Que a homenagem ao presidente Lula e sua trajetória de vida é justíssima, talvez só bolsonaristas e assemelhados, que odeiam Lula e o PT por serem o que são, discordem. Mas, em ano eleitoral, certamente o MVDM vetaria.
Que não há crime na homenagem, a maioria dos juristas concorda. Mas maioria não significa totalidade, e alguns, incentivados por uma intensa campanha das mídias, pode encontrar uma "pedalada carnavalesca", que será julgada pelos futuros presidente e vice do TSE, que assumem os cargos em setembro: ministros Nunes Marques e André Mendonça, ambos bolsonaristas, comandantes do TSE durante as eleições.
Definitivamente um caso para o Ministério do Vai Dar Merda de Chico Buarque, infelizmente ainda não criado por Lula.
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